Por toda
a vida fora alguém que imaginava as pessoas em luto pela sua ida. Imaginava
seus pais chorando, seus familiares lamentando a perda e seus amigos pensando
em como tinha morrido jovem. Porém, nunca realmente pensara em quando iria
morrer. A realidade bateu quando alguém próximo se foi, sem mais nem menos.
Caiu a ficha. Poderia ter sido ele. O luto tinha tomado conta de seus
pensamentos. Pensava como aquilo
poderia ter acontecido? Fora pego
de surpresa. Sua cama havia virado sua melhor amiga por um tempo, até que
lentamente se desse conta de que a vida continua. Continua? Resolveu fazer seu
testamento. Resolveu também escrever cartas para pessoas escolhidas pela parte
poética de seu cérebro. Aquelas pessoas com quem já tinha um íntimo maior. As
cartas eram escritas com as expressões das pessoas sendo imaginadas. Gostava de
imaginar que todos sentiriam sua falta. É claro que isso provavelmente não iria
acontecer, mas mesmo assim imaginava. Cada carta contava sua história com a
respectiva pessoa. Algumas tinham um quê a mais, outras eram breves. Três em
especial continham as palavras mais delicadas e harmoniosas que conseguia.
Alguns pedidos de desculpas - muitos - e algumas juras de amor. A última
deixara um buraco em seu peito. Fora difícil escrevê-la sem parecer
melancólico. Dissera que as coisas não deveriam ter terminado assim, mas quem
era ele para dizer o que o futuro o guardava? A carta terminava com as palavras
que mais marcaram seus momentos juntos. Chorara ao perceber que tudo aquilo
poderia acabar, assim, sem mais nem menos. Algumas lágrimas fincaram-se no
papel. Esperava que suas palavras conseguissem passar tudo o que sentia no
momento em que as colocara no papel. Por fim, guardou tudo em uma pasta. Iria
montar um esquema no qual, assim que partisse, fosse entregue aos devidos
destinatários. Intitulou a
pasta de "Quando
eu morrer..."
sexta-feira, 10 de maio de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
O ciclo das relações.
Já fora
feliz uma vez. A porta tinha sido fechada e os passos se desvairam naquela
tarde. Não sabia mais o que fazer. Tentou escrever, primeiramente. Tirar aquilo
tudo dos ombros, compartilhar com seu imaginário algo que ele já sabia e assim
por diante. Nada. Ainda sentia como se algo estivesse faltando (você, meu bem).
Procurou por outras pessoas que partilhassem seus problemas. Relatos pessoais e
histórias melancólicas. Nada. Tentara telefoná-la. Sua voz era um
tranquilizante natural para seus ouvidos. Como você se sentia, ma vie? Nada. Caixa postal. Todas as oito vezes. As
músicas não conseguiam mais confortá-lo. As melodias o incomodavam cada vez
mais, o que o fez perder seu maior aliado. A cada dia, ficava mais difícil.
Onde está você, querida? Suicidou-se, por fim. Encontrou um estado de paz,
sentindo-se livre para chorar e se amargurar, sem arrependimentos. Nada.
Acordou. Viu que eram uma hora da madrugada e percebeu que dormiu toda a noite.
Sem sono, começou a imaginar. Sonhar acordado. Lembrou de momentos que estavam
esfumaçados de seu passado, momentos em que ele se sentia plenamente feliz.
Chorou. Que mal faria? Ninguém estava olhando. Chorou por alguns minutos. E
dormiu. Dormiu com seu rosto molhado. Na tarde seguinte, tentou levar a vida.
Andou pela rua, observando as pessoas. Observou seus comportamentos, quem sabe
não via alguém triste? Nada. Olhou ao seu redor e somente encontrou pessoas
também levando a vida. Algumas poderiam ter estado na mesma situação que ele na
noite passada, mas hoje estavam lá. Caminhando. Como se nada tivesse
acontecido. E percebeu. Percebeu, então, que a vida era isso. Uma grande
máscara. Vestia-se sempre antes de sair pela rua. Ninguém veria seu rosto
amassado, ou seu olhar pesado. Vestiu-se. E viveu.
sábado, 30 de março de 2013
Um recomeço.
Os textos
aqui deixados foram uma coletânea de palavras escritas no meu tumblr ao longo dos anos. O
texto abaixo fora o primeiro que eu escrevi, quando os hormônios em meu sistema
me atacavam a todo o momento. Então, se passarem por algum erro grotesco de
português ou coisa do tipo, me perdoem. Não tive tempo e muito menos paciência
para revisar todos os textos.
No vai e vem do amor.
Não há
dor pior do que amar alguém que não sente o mesmo.
Palavras
não podem e não irão conseguir expressar o que sinto quando te vejo com outro,
quando você não fala comigo ou apenas se esquece, quando fica indiferente
comigo, quando eu olho para você e você simplesmente desvia o olhar para o
outro lado, fingindo que não me vê.
Tento
manter esses sentimentos aqui dentro, pois não consigo colocá-los para fora,
com medo de não ser correspondido. É difícil, mas só pelo fato de relembrar os
momentos que tivemos, onde ficávamos conversando durante horas e horas, sem nos
preocupar com o tempo, com nada.
Dicionário do amor.
É
impossível descrever o que sinto por você, e sei que, mesmo se eu tentasse, não
conseguiria pelo simples fato de o que sinto por você não tem palavras. Parece
clichê, mas é verdade, até por que sou um rio de sentimentos clichês ambulantes.
Mesmo não
tendo você aqui por perto, cogito a possibilidade de que todos os meus sonhos,
com você, se tornem realidade e eu possa ser, realmente, feliz.
Mesmo que
o acaso me deixe longe de ti, ou que alguém te tenha, só espero que você possa
ser feliz, espero que esse alguém possa te fazer feliz como eu o faria se
estivesse junto à você.
“O amor significava
pensar mais na felicidade da outra pessoa do que na própria, não importa o quão
doloroso seja sua escolha.” E isso traduz em perfeita escala o real significado
de amor.
Um caminho até você.
Passei
pela sua casa ontem.
Eu estava
em um estado de semi-transe, vagando pelas ruas sem nenhum propósito real, só
queria caminhar e sair de toda aquela confusão que havia em minha cabeça quando
te via. Foi na verdade mais um momento de solidão, no qual eu realmente
precisava, afinal aquele seu sorriso que me proporcionava tanta alegria, estava
me matando lentamente.
Demorei
um pouco até chegar na sua casa, e quando o fiz, fiquei até meio que surpreso.
Não sabia que meu cérebro me levaria até lá, na verdade, não acho que foi meu
cérebro, provável que tenha sido meu coração novamente me dizendo que a saudade
já estava começando a falar mais alto do que o meu orgulho.
Não sei
por que ainda estou nisso. Me machucaste tanto quando eu te amava e só queria o
melhor para você e mesmo assim parece que meu coração não entende isso. Parece
que ele ainda sente algo por você, as lembranças que você deixara estão
começando a fazer enormes cicatrizes em mim, e eu já não estou conseguindo
aguentar mais.
É difícil
resistir ao seu sorriso. Quando você o faz, parece que nada em nossa volta
importa mais, como uma lua cheia em um céu sem estrelas. Apesar de toda a minha
dor, parte de mim ainda tem uma esperança de tudo aquilo voltar, tudo de
maravilhoso que passamos.
Afogado em afagos.
Tentar
não me importar já faz parte da minha rotina. Pena que na maioria das vezes ela
falha. Posso ser taxado de ingênuo ou coisa do tipo, mas o problema não é
comigo. É com você. É você que tem esse cabelo lindo cheirando a mel, é você
que tem esse sorriso que me derrete por inteiro literalmente, é você que tem
esses olhos marrom claros penetrantes que me fazem enxergar um novo mundo, é
você que tem esse jeito só seu de ser mas que me agrada de todas as maneiras
possíveis. A lista continua, eu poderia ficar aqui por horas falando sobre os
seus realces mas acho que você já sabe muito bem do que se trata.
Tanto faz
se você me ama ou não, não estou pedindo para você me amar ou coisa do tipo. Eu
te amo por que quero e não por que tenho que te amar, apesar de que te amar é a
única coisa possível quando se trata de você. O dia dos namorados está
chegando, venho tentando conseguir fazer você perceber que eu quero estar
contigo nessa data, mas estou perdendo meu fôlego cada vez mais. Talvez seja melhor parar.
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